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sábado, 15 de setembro de 2012
 A cromatografia acontece pela passagem de uma mistura através de duas fases: uma estacionária (fixa) e outra móvel. A grande variabilidade de combinações entre a fase móvel e estacionária faz com que a cromatografia tenha uma série de técnicas diferenciadas.
     A cromatografia em papel é a utilizada nesse experimento. Esta , utiliza dois líquidos, um atuando como fase móvel (eluente) e outro, colocado no papel, atuando como fase estacionária. A faze estacionária interage tanto com o papel quanto com o eluente, e devido as diferenças de interações dos diversos compostos presentes na faze estacionária com o solvente da faze móvel é que ocorre a separação. Utiliza-se papel normal ou papel de filtro (mais utilizado) como suporte da fase estacionária.
    Exemplificando: a mistura é aplicada no papel e mergulhada fases líquida. Esta fase móvel (solvente) sobe por capilaridade e arrasta a substância pela qual tem mais afinidade, separando-a das substâncias com maior afinidade pela fase estacionária. Como a maioria das substâncias separadas são incolores, utiliza-se um revelador. As manchas podem ser reveladas por meio de luz UV, vapores de iodo, soluções de cloreto férrico e tiocianoferrato de potássio, fluorescências, radioatividade, etc.
     Neste experimento utilizamos canetinhas coloridas, etanol e papel de filtro para café.
     Por Máslova Rodrigues
     Referências:





Desidratação da sacarose pelo ácido sulfúrico


 
O ácido sulfúrico é um poderoso desidratante. Ao entrar em contato com o açúcar comum,sacarose,ele retira átomos de hidrogênio e de oxigênio sob a forma de água,carbonizando o material. À medida que a reação prossegue,o material vai escurecendo,indicando que carbono vai se formando. Ao final, o calor liberado na reação é suficiente para vaporizar a água que,ao escapar,vai criando espaços vazios no interior da massa de carbono.Isso explica o aumento de volume do material sólido.
   Esse processo é exotérmico e além de calor libera vapores tóxicos, portanto deve ser feito por pessoas que conheçam as normas de segurança e em um local próprio, capela (exaustor) ou lugar bem arejado.



Por Júnia Barreto 


 Referências:

http://www.idealvestibulares.com.br/quimica/conteudo.ler.php?sc=831&ct=35745

  

Vulcão de Coca-Cola


  A grande pergunta desse vídeo é: Por que a coca cola explode quando se joga Mentos?
A resposta é simples, por causa do Ácido Carbônico (H2CO3).    Pera aí? Ácido? Então coca-cola faz mal?  
   Não. O Ácido Carbônico é o gás do refrigerante. Na fabricação de qualquer bebida gaseificada o gás carbônico (CO2) é misturado sob alta pressão e se associa a água, formando o Ácido Carbônico. Essa reação é facilmente reversível, mas a garrafa mantêm a pressão necessária para que o ácido seja mantido.
   Quando abrimos a garrafa, aos poucos o ácido se decompõe em água e CO2, de forma lenta e controlada. No entanto, quando adicionamos um sólido ao sistema, as bolhas de CO2 se acumulam ao redor dele, formando bolhas maiores e capazes de carregar consigo uma grande quantidade de liquido. Caso esse sólido tenha substancias capazes de interagir fortemente com a água, como glicose, alguns corantes e goma arábica, a dissociação do ácido carbônico é acelerada, formando bolhas maiores ainda. Essas substancias também quebram a tensão superficial facilitando o escape das bolhas.
   A explosão ocorre quando muitos sólidos com substancias capazes de interagir com a água são adicionados ao refrigerante, formando muitas bolhas de grande volume capazes de arrastar consigo grande quantidade de liquido a uma certa altura.
Por Máslova Rodrigues
Fontes:


Espelho de Prata - Reagente de Tollens
   Neste experimento explora-se a redução do íon prata (Ag+) á  prata sólida pela glicose, com a finalidade de produzir um espelho de prata. Para tal, inicie por preparar o reagente de Tollens.
   O reagente de Tollens consiste numa solução amoniacal de nitrato de prata obtida a partir de uma reação entre as soluções de nitrato de prata e hidróxido de sódio com formação de óxido de prata que, por sua vez, reage com o amoníaco originando o íon complexo diaminoprata [Ag(NH3)2]+. As reações que ocorrem na preparação no reagente de Tollens podem ser traduzidas pelas seguintes equações químicas:
2 AgNO3 (aq) + 2 NaOH (aq) Ag2O (s) + H2O (l) + 2 NaNO3 (aq)
Ag2O (s) + 4 NH3 (aq) + H2O (l) 2 Ag(NH3)2OH (aq) (Reagente de Tollens)
   Após a preparação do reagente de Tollens basta adicionar uma pequena quantidade de glicose. Esta substância quando em contacto com o reagente de Tollens oxida-se a um ácido carboxílico, reduzindo, por sua vez, o íon prata do complexo
   Esta reação é a essência de um processo de fabricação de espelhos.
   A razão pela qual se adiciona uma solução de amoníaco à solução de nitrato de prata é para diminuir o potencial de redução de eletrodo padrão do íon Ag+.



Ag+ (aq) + e- → Ag (s)                                                 E0 = + 0,799 V


Ag(NH3)2+ (aq) + e- → Ag (s) + 2NH3 (aq)               E0 = + 0,373 V 

 0,373 V
   Estas semi-equações indicam que o amoníaco forma um complexo com o íon Ag+, que é mais difícil de reduzir do que ele próprio. Com esta diminuição do potencial de redução de eletrodo padrão do íon Ag+, forma-se um espelho de prata ainda mais bonito. A adição de uma solução de amoníaco à solução de nitrato de prata tem apenas uma finalidade estética.
   Caso não se adicionasse a solução aquosa de amoníaco, o íon Ag+ era reduzido tão rapidamente pela glicose que surgiria uma solução coloidal deste metal, isto é, a solução se transformaria num líquido nublado e negro.
   A adição de solução aquosa de hidróxido de sódio, além de servir para formar um intermediário que ao reagir com a solução de amoníaco origina o complexo pretendido, serve também para tornar a mistura ainda mais básica, dado que a glicose oxida-se mais facilmente em meio básico. 
   Por Júnia Barreto, Marianne Viana, Mariane Neri, Máslova Rodrigues e Lucas Rodrigo
   Referências:
    Acesso em 30/10/2011
Como fazer uma pilha
  Uma pilha, em termos simples, é um cátodo (a ponta positiva), um ânodo (a ponta negativa) e um eletrólito (a parte do meio). Há muitas combinações diferentes no mercado. A eletricidade é o movimento dos elétrons, partículas minúsculas com carga negativa. O ânodo costuma ser feito de alguma substância capaz de ceder elétrons com facilidade, como o zinco, que cede dois elétrons a cada átomo. O cátodo costuma ser feito de alguma substância que aceite elétrons com facilidade, como o cobre. O eletrólito lá dentro pode ser um líquido, um gel ou uma pasta. O importante é que contenha íons com carga positiva e negativa que possam fluir quando o ânodo e o cátodo forem ativados. Quando o físico italiano Alessandro Volta fez a primeira pilha, usou cobre no cátodo, zinco no ânodo e um eletrólito de papel mata-borrão com água do mar. O seu nome nos deu a palavra “volt", como na bateria de 12 volts dos carros. Se você pensar na eletricidade como se fosse um cano d'água, o volt mediria a velocidade da água, mas também é preciso um buraco grande por onde fluir, que é medido em “amperes". Pode-se ter voltagem suficiente para deixar o cabelo em pé, mas, sem amperejar ela só vai provocar uma fagulhinha. No entanto, a eletricidade doméstica, no Brasil, tem 110 ou 220 volts e amperagem suficiente para matar uma pessoa.
Pilha de Moedas
VOCÊ VAI PRECISAR DE:
Vinte moedas de cinco centavos - as de cobre.
Papel de alumínio de cozinha.
Papel filtro ( filtro de café )
Dois pedaços de fio de cobre (tirados de qualquer fio elétrico).
Vinagre.
Sal.
Tigela.
Um LED, diodo emissor de luz (você o encontra em lojas de ferragem e de modelismo).
Fita-crepe.
  A moeda de cobre será o cátodo, o papel de alumínio, o ânodo. Corte o papel alumínio e o papel filtro em círculos, para empilhá-los uns sobre os outros. O papel filtro será encharcado de vinagre, e também servirá para impedir que os metais se toquem; assim, corte os círculos de papel filtro um pouco maiores do que o papel de alumínio e as moedas.
1.  Na tigela, misture o vinagre com um pouco de sal. O vinagre é ácido acético e todos os ácidos podem ser usados como eletrólitos. Na bateria dos carros, usa-se ácido sulfúrico mas não se deve brincar com um produto tão forte. Ele corrói a roupa e queima a pele, ao contrário do vinagre, que você também põe na salada. O sal de cozinha é cloreto de sódio, combinação de um íon positivo com outro negativo (Na+ e Cl-). No eletrólito, vão se separar e aumentar a sua potência.
2. Embeba os círculos de papel filtro no eletrólito cheio de íons. 3. Com fita-crepe, prenda uma ponta de fio na parte de baixo de um disco de papel de alumínio. Este é o terminal negativo. Agora, faça a pilha na seguinte seqüência: papel de filtro, moeda, papel de alumínio, filtro, moeda. Cada combinação é uma pilha minúscula, porém para acender um LED você vai precisar de várias.
Uma bateria de carro costuma ter seis delas, mas com "células" de superfície muito maior. Como regra geral, quanto maior a pilha, mais potência ela tem. (A potência é medida em watts= ampéres x volts). Todos os íons positivos irão para um terminal e todos os íons negativos para o outro. De fato, você está carregando a sua pilha. 4.  Depois de fazer a pilha, prenda o outro fio na moeda de cima com a fita-crepe. Este será o terminal positivo. Agora você pode acender um LED, ou, se tiver pilhas de moedas em quantidade suficiente, até uma lâmpada pequena.
Talvez ainda inventem pilhas de nova geração, mas se você entender a pilha que acabo de ensinar a fazer, irá entender qualquer tipo de pilha ou bateria existente hoje, seja de níquel-cádmio, lítio, seja a bateria recarregável do celular ou aquelas que a gente usa em brinquedos.
Por Júnia Barreto Referências: http://revisaovirtual.com/site/Artigos_213_como_fazer_uma_pilha.htm , acesso em 30/10/2011
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Há vários fatores que influenciam a velocidade de uma reação química. É essencial para compreender e ser capaz de prever as condições que afetam a taxa de reação. Um catalisador é uma substância que altera a velocidade de uma reação química para permanecer quimicamente inalteradas no final do processo. Os catalisadores aumentam a velocidade de uma reação química, diminuindo a energia de ativação e a reação atingir o equilíbrio mais rapidamente. Peróxido de hidrogênio, detergente, e azul de metileno ou qualquer outro corante são agitados com uma vara. O Iodeto de potássio é adicionado ao mesmo tempo a essa solução.

   Use óculos de segurança ao fazer esta experiência, pois a espuma atira muito alto para fora do cilindro e poderia ir em direção ao seu rosto.

 
 
 A reação é exotérmica. Este experimento mostra a decomposição do peróxido de hidrogênio catalisada por iodeto de potássio. Peróxido de hidrogênio (H2O2) se decompõe em água e gás oxigênio, mas normalmente a reação é lenta para ser facilmente percebida ou medida.
   O Íon iodeto de iodeto de potássio age como um catalisador - ele acelera a reação sem ser consumido no processo de reação.
   Oxigênio rapidamente deixa o sistema causando forte espuma do detergente, de forma a espuma explode para fora. Vapor saindo da espuma mostra que a reação é exotérmica (libera calor). Quantidades mínimas de iodo estão sendo liberados e podem ser detectados por sua cor, se o experimento é feito sem corantes. Por Júnia Barreto, Marianne Viana, Mariane Neri, Máslova Rodrigues e Lucas Rodrigo
Fenômenos químicos podem ser definidos como aqueles que alteram as propriedades físicas das substâncias, transformando-as em outras. Aqui faremos um experimento que evidencia uma reação química para a síntese de polímeros, formando uma bolinha fantástica. 
   Os polímeros são feitos através da combinação de muitas unidades individuais chamadas de monômeros, formando uma unidade maior. Ao se adicionarem, os monômeros podem produzir polímeros com distintas propriedades físico-químicas e mecânicas, que se diferenciam pela sua composição química e pelo modo como foram preparados. Existem polímeros naturais, como o látex, amido ou celulose e polímeros sintéticos, como o politereftalato de etila (PET), polietileno (PE) ou poliestireno (PS), entre outros. Os polímeros são empregados nos mais diversos campos devido às diferenças em suas propriedades térmicas, óticas, mecânicas, elétricas, etc. 
   A  cola escolar é formada por poliacetato de vinila (PVA) e água. O bórax é um sal (tetraborato de sódio decaidratado, Na2B4O7·10H2O) e o PVA, um polímero. Quando as soluções de bórax e PVA são misturadas, formamse cadeias tridimensionais que podem se movimentar pela interação com moléculas de água, formando um gel. Quanto mais bórax, maior o grau de cruzamento entre as cadeias poliméricas e maior seu enrijecimento. 
   Na verdade, quando a solução de bórax é dissolvida em água, alguns íons de borato se formam e dão origem a pontes, que ligam as cadeias de acetato de polivinila da cola umas às outras. 
   Este experimento traz a oportunidade de discutir a grande importância dos polímeros no cotidiano. Um exemplo importante pode ser dado com os materiais esportivos e seus avanços, muitos dos quais intimamente ligados ao desenvolvimento dos polímeros e dos novos materiais. O experimento serve para ilustrar uma reação química. Também pode servir como exemplo de reação de polímeros. Além do fato de criar uma bolinha que é divertida!
Por Júnia Barreto, Marianne Viana, Mariane Neri, Máslova Rodrigues e Lucas Rodrigo    Referências:    A QUÍMICA PERTO DE VOCÊ: Experimentos de baixo custo para a sala de aula do ensino fundamental e médio. Disponivel em: http://quimica2011.org.br/index.php option=com_content&view=article&id=6:experimentos&catid=1:latest-news
Ao encostar os fios na palha, fecha-se um circuito elétrico, devendo então os elétrons passar pelo bombril, devido à força eletro-motriz que os empurra do pólo negativo ao positivo. Porém a resistência da palha de aço é bastante alta, fazendo com que os elétrons se choquem com os átomos da palha, esquentando. No caso da palha de aço, esse aumento de temperatura é súbito, fazendo com que faísque e possa queimar.
   Se a palha de aço é de metal, por que pega fogo?
   Porque metal também reage com oxigênio do ar, queimando. A combustão depende do contato das moléculas do metal com o oxigênio e do tipo de metal. Alguns deles, como o magnésio, devido a sua estrutura atômica, tem maior facilidade em pegar fogo, ou seja, reagir com o oxigênio do ar. Para esses metais não é preciso uma superfície de contato muito grande. Já o aço é constituído de ferro, um elemento que não queima tão facilmente. "Mas na forma de palha de aço, o conjunto de fios finos oferece uma superfície de contato do ferro com o oxigênio maior do que se estivesse na forma de uma placa ou barra", explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. Assim, a reação de combustão acontece. Em uma atmosfera formada por 100% de oxigênio, uma chapa de ferro poderia queimar como se fosse palha de aço porque o número de moléculas de oxigênio em contato com o ferro seria bastante grande. Mas a atmosfera terrestre é constituída por apenas 20% de oxigênio.    Referências:
   Revista Super Interessante - SUPER 079, abril 1994